• NOS Alive: Um dia ao ralenti à espera da pista de dança

    O último dia do NOS Alive 2026 foi marcado por concertos competentes da pop mais orelhuda das rádios, um recinto irrespirável, com um público pouco habituado a festivais e o regresso triunfal do kuduro progressivo. Matilde Fieschi, Arlindo Camacho, Guilherme Cabral Miguel Lopes Neste dia final do festival de Algés o dia começou como habitualmente no muito concorrido Palco Literário, desta vez com Ana Bárbara Pedrosa e Francisco Guimarães a descreverem o seu processo de escrita antes de um divertidíssimo Hugo Van der Ding nos apresentar a História do livro ao longo dos tempos. No palco principal a abertura foi de um bombado Don West, modelo australiano transformado em cantor para encantar corações. O caminho…

  • NOS Alive: Rock no feminino e Foo Fighters dentro das expectativas

    Dia de confirmação dos gigantes Foo Fighters em final de tour europeia e de que o rock está cada vez mais entregue ao feminino que puxa cada vez mais dos galões. As mexicanas The Warning e a francesa Jehnny Beth mostraram que o rock pesado/alternativo já não é um território exclusivamente masculino. sarahawk, Arlindo Camacho Miguel Lopes Segundo dia do festival a começar no mesmo local, o Palco Literário que desta vez tinha o tema "Das Letras à música", moderado por Pedro Boucherie Mendes e com os convidados Afonso Cruz e Luísa Sobral. Uma conversa interessante, mas já sem a novidade do dia anterior sobre processos de criação e ligação entre a escrita para canção…

Reportagens

Orville Peck no Super Bock em Stock: Country, Indie e Queer?? Sim, é possível!!!

Na Casa do Alentejo tocou um dos "ovnis" deste festival. Orville Peck é, segundo definição própria, um "masked country queer musician". De identidade escondida pela máscara, mistura de Lone Range com dançarina do ventre, fala-se que será um baterista de uma banda canadiana obscura de punk, os Nu Sensae, mas não será o mais importante. [alpine-phototile-for-flickr src="set" uid="94480350@N05" sid="72157711920498533" imgl="fancybox" style="floor" row="5" size="800" num="18" highlight="1" curve="1" align="center" max="100" nocredit="1"] Orville é um dos fenómenos da música indie de 2019, sempre em busca de coisas novas ou diferentes. Quem diria que um cantor country assinaria por uma editora alternativa como a Sub Pop, de onde saíram por exemplo, os Nirvana? Com voz de Elvis e influenciado…

Curtis Harding no Super Bock em Stock: Soul rock para gingar no Coliseu

Tal como Michael Kiwanuka na véspera, Curtis Harding vai às raízes do soul buscar a sua música. É, no entanto, mais interventivo e intenso nas suas músicas juntando o rock ao r&b, numa versão mais "americana" do que o cantor da véspera. [alpine-phototile-for-flickr src="set" uid="94480350@N05" sid="72157711918587111" imgl="fancybox" style="floor" row="5" size="800" num="17" highlight="1" curve="1" align="center" max="100" nocredit="1"] Com um concerto dividido entre os seus dois álbuns Face Your Fear e Soul Power, Harding vai saltitando entre a dançável "On and On" ou a balada "Castaway". Passa pelo clássico cover "To Love Somebody" que convida ao beijo no companheiro(a) amoroso que trouxemos ao concerto e, pelas muito aplaudidas, "Need My Baby", "Heaven's on the Other Side" ou…

Michael Kiwanuka no Super Bock em Stock: Fenómeno soul para encher o coração e gravar os hits no telemóvel

No Coliseu, subiu à hora marcada o headliner desta noite: Michael Kiwanuka. O londrino, descendente de ugandeses está com a popularidade em alta (como se viu pelo Coliseu lotado), muito devido à presença de músicas em bandas-sonoras de séries de sucesso nas plataformas de streaming tão em voga no público urbano-hipster presente nestes festivais. [alpine-phototile-for-flickr src="set" uid="94480350@N05" sid="72157711914634522" imgl="fancybox" style="floor" row="5" size="800" num="16" highlight="1" curve="1" align="center" max="100" nocredit="1"] "Cold Little Heart", da banda-sonora de "Big Little Lies" (da HBO) ficou guardada para o final, em conjunto com "Love & Hate" de "Seven Seconds" da Netflix mas até lá o músico britânico conquistou o público com o seu soul, por vezes arrastado para o psicadelismo retirado…

Galerias

NOS Alive: John Wick, Wild Gods e pilotos automáticos

O primeiro dia do vigésimo ano do NOS Alive ficou marcado pela presença de Keanu Reeves, a homilia de Nick Cave, a estreia do Palco Literário e dos Twenty One Pilots em piloto automático. Hugo Macedo, Matilde Fieschi, sarahawk Miguel Lopes A começar o dia arrancou um novo palco no festival. Pelas cinco da tarde nasceu o Palco Literário, o oitavo palco do festival dedicado aos livros, aos seus autores e à sua relação com a música. Neste primeiro dia, Ana Markl foi a anfitriã convidando Valter Hugo Mãe, um metaleiro confesso a contar as suas aventuras com "punk mais punk que os punks", a fazer considerações sobre Tony Carreira a ainda a mostrar a…

Linkin Park no Rock in Rio Lisboa: uma banda que aprendeu a sobreviver ao próprio legado

Havia uma pergunta inevitável a pairar sobre o regresso dos Linkin Park a Lisboa: como continuar depois da perda de Chester Bennington? Nove anos depois da morte do vocalista, a banda continua a enfrentar o desafio de honrar um legado que ajudou a definir uma geração sem ficar aprisionada a ele. No Rock in Rio Lisboa, perante cerca de cem mil espetadores, a resposta foi clara: os Linkin Park já não vivem apenas da memória. Continuam a ser uma banda com presente e, sobretudo, com futuro. Rita Seixas Nelson Tiago Desde os primeiros minutos, ficou claro que a banda não veio a Lisboa para apresentar um exercício de nostalgia. Embora o peso emocional do catálogo…

12 olhares da grade no Primavera Sound Porto

Entre mãos coladas ao ferro, olhares fixos no palco e esperas longas por cada acorde, a grade é um dos pontos mais simbólicos do Primavera Sound Porto. É ali que o concerto se vê de perto, sem filtros, onde cada reação é imediata e cada momento ganha outra dimensão. Estas 12 imagens captam essa perspetiva única – a do público que vive a música a poucos metros do palco. Mónica Joady Ana Alves