• NOS Alive: Um dia ao ralenti à espera da pista de dança

    O último dia do NOS Alive 2026 foi marcado por concertos competentes da pop mais orelhuda das rádios, um recinto irrespirável, com um público pouco habituado a festivais e o regresso triunfal do kuduro progressivo. Matilde Fieschi, Arlindo Camacho, Guilherme Cabral Miguel Lopes Neste dia final do festival de Algés o dia começou como habitualmente no muito concorrido Palco Literário, desta vez com Ana Bárbara Pedrosa e Francisco Guimarães a descreverem o seu processo de escrita antes de um divertidíssimo Hugo Van der Ding nos apresentar a História do livro ao longo dos tempos. No palco principal a abertura foi de um bombado Don West, modelo australiano transformado em cantor para encantar corações. O caminho…

  • NOS Alive: Rock no feminino e Foo Fighters dentro das expectativas

    Dia de confirmação dos gigantes Foo Fighters em final de tour europeia e de que o rock está cada vez mais entregue ao feminino que puxa cada vez mais dos galões. As mexicanas The Warning e a francesa Jehnny Beth mostraram que o rock pesado/alternativo já não é um território exclusivamente masculino. sarahawk, Arlindo Camacho Miguel Lopes Segundo dia do festival a começar no mesmo local, o Palco Literário que desta vez tinha o tema "Das Letras à música", moderado por Pedro Boucherie Mendes e com os convidados Afonso Cruz e Luísa Sobral. Uma conversa interessante, mas já sem a novidade do dia anterior sobre processos de criação e ligação entre a escrita para canção…

Reportagens

Phoenix no NOS Alive: um mergulho de Indie Rock, literalmente

Os Phoenix foram os terceiros no Palco NOS mas garantiram a estreia de mergulhos para a plateia. O vocalista Thomas Mars atirou-se para o público no último tema, mas nada que já não tivesse feito antes. A banda francesa de indie rock apresentou-se para um público já bem numeroso e não desiludiu quem esperava um bom concerto. O grupo formado em 1999 deu música aos festivaleiros e até fez tremer o chão com a intensidade dos instrumentos. Apresentou um reportório de quase 20 músicas, entre as quais "Role Model" e "Girlfriend" mas o chão só tremeu na "Love Like a Sunset". O baixo invadiu Algés e o público não pareceu importar-se com isso. Ouviram-se, também,…

Alt-J no NOS Alive: um sunset a elevar expetativas

A banda britânica foi a segunda a subir ao Palco NOS neste primeiro dia do festival, depois dos portugueses You Can’t Win, Charlie Brown. Os Alt-J soltaram o seu rock alternativo para Algés e o público respondeu com toda a energia que já é característica por terras lusas. Já com alguns milhares de pessoas a encher o recinto do palco principal, a banda abriu o concerto com o tema "3WW", do álbum Relaxer, que lançou este ano. Seguiu-se "Something Good", esta, já do álbum An Awesome Wave, de 2012. A entrega da banda foi evidente e foi sentida por um público muito acolhedor e bem-disposto. Ao longo de todo o concerto percebeu-se a familiaridade dos…

Blossoms no NOS Alive: nova sensação britânica começou a aquecer o Palco Heineken

Os britânicos Blossoms, aqueceram um fim de tarde num Palco Heineken já bem composto. Depois dos já mais "veteranos" Alt-J no Palco NOS, a banda de Stockport, Manchester veio ao Alive mostrar porque são a nova coqueluche da música britânica. Com apenas um álbum na carreira (o homónimo Blossoms), mostraram melodias indie pop agradáveis mas ainda com pouca garra para entusiasmar um público mais numeroso. Claramente influenciados pela britpop dos conterrâneos Oasis e Stone Roses, foi apenas a fechar com o seu single de maior sucesso, a dançável "Charlemagne", que conseguiram justificar o hype trazido. O estilo 70s geek (mais próxima de uns Primal Scream), contrastava com os sintetizadores indie e a voz de Tom…

Galerias

NOS Alive: John Wick, Wild Gods e pilotos automáticos

O primeiro dia do vigésimo ano do NOS Alive ficou marcado pela presença de Keanu Reeves, a homilia de Nick Cave, a estreia do Palco Literário e dos Twenty One Pilots em piloto automático. Hugo Macedo, Matilde Fieschi, sarahawk Miguel Lopes A começar o dia arrancou um novo palco no festival. Pelas cinco da tarde nasceu o Palco Literário, o oitavo palco do festival dedicado aos livros, aos seus autores e à sua relação com a música. Neste primeiro dia, Ana Markl foi a anfitriã convidando Valter Hugo Mãe, um metaleiro confesso a contar as suas aventuras com "punk mais punk que os punks", a fazer considerações sobre Tony Carreira a ainda a mostrar a…

Linkin Park no Rock in Rio Lisboa: uma banda que aprendeu a sobreviver ao próprio legado

Havia uma pergunta inevitável a pairar sobre o regresso dos Linkin Park a Lisboa: como continuar depois da perda de Chester Bennington? Nove anos depois da morte do vocalista, a banda continua a enfrentar o desafio de honrar um legado que ajudou a definir uma geração sem ficar aprisionada a ele. No Rock in Rio Lisboa, perante cerca de cem mil espetadores, a resposta foi clara: os Linkin Park já não vivem apenas da memória. Continuam a ser uma banda com presente e, sobretudo, com futuro. Rita Seixas Nelson Tiago Desde os primeiros minutos, ficou claro que a banda não veio a Lisboa para apresentar um exercício de nostalgia. Embora o peso emocional do catálogo…

12 olhares da grade no Primavera Sound Porto

Entre mãos coladas ao ferro, olhares fixos no palco e esperas longas por cada acorde, a grade é um dos pontos mais simbólicos do Primavera Sound Porto. É ali que o concerto se vê de perto, sem filtros, onde cada reação é imediata e cada momento ganha outra dimensão. Estas 12 imagens captam essa perspetiva única – a do público que vive a música a poucos metros do palco. Mónica Joady Ana Alves