O surrealismo de Stereolab no NOS Primavera Sound


O surrealismo de Stereolab no NOS Primavera Sound

Os Stereolab juntaram o francês e o inglês no Palco Seat e apresentaram-se como o seu nome indica. É como se estivéssemos a assistir a uma experiência de sons ao vivo. Um quase improviso que se fosse uma pintura seria muito provavelmente uma obra do surrealismo.

Lætitia Sadier e Tim Gane, fundadores dos Stereolab, comandaram o concerto por um indie-pop experimental e apresentaram-se ao público sem espaço para grandes conversas. Um concerto de música que não foi de levar o público à loucura mas que cumpriu o propósito de entreter as poucas centenas que iam aguentando o frio desta ingrata zona do Palco Seat.

Sem temas novos nos últimos anos, os Stereolab encontram-se, atualmente, numa fase de atuação dos vários temas que compõe uma carreira de quase 30 anos da banda. Entre o francês e o inglês, a vocalista Lætitia Sadier foi entoando temas da história do grupo, como foi o caso de "Need To Be".

O público, maioritariamente de uma faixa etária mais experiente, foi deixando o corpo gingar ao ritmo dos Sterolab. Nada de fortes emoções mas com direito a um groove, diria, interessante.

Equipa Noite e Música Magazine no NOS Primavera Sound
Fotografia: Júlia Oliveira
Textos e Social Feed: Daniela Fonseca
Edição: Nelson Tiago