Doja Cat na MEO Arena: Sexualizando na arena do Funk


Doja Cat na MEO Arena: Sexualizando na arena do Funk

Doja Cat – ou melhor, Amala Dlamini – viveu uma noite de déjà vu em relação ao seu último concerto em Portugal, no Rock in Rio Lisboa 2024: a MEO Arena não esgotou, mas a energia dos fãs fervorosos compensou.

📸 Pretzels2u 📋 Miguel Lopes

Depois de uma primeira parte com a "clone" holandesa Naomi Sharon a aquecer a multidão, Doja entrou em palco de maillot de licra amarelo e roxo pronta a dar uma aula de aeróbica aos fãs histéricos que a esperavam.

Nesta Ma Vie Tour dedicada ao último álbum Vie a cantora de Los Angeles aposta na fórmula funk, r&b, pop e hip-hop embrulhada numa dança mega sexualizada para conquistar as audiências. E é uma fórmula que resulta q.b. pois, como já dissemos, os fãs são acérrimos, mas não em quantidade para encher arenas ou mega-festivais em Portugal.

Neste espetáculo de quase duas horas, assistimos a uma primeira parte mais funk e classy, a lembrar os 70s dançáveis da Studio54 em New York, seguida de um último terço mais dirty dentro do estilo hip-hop atual mais explícito (sem na realidade o ser, ou não se tivesse uma canção chamada "Wet Vagina" em que a cantora evita dizer a palavra).

Depois dessa primeira parte em que se destacaram os excelentes músicos e a versão performática da cantora, embora caindo numa monotonia de canções muito semelhantes, a segunda parte foi muito focada em Doja por entre fogo e 'lambidelas' no tripé de microfone.

Não faltaram, claro, os hits "Streets" ou "Paint the Town Red", mas a força da música de Doja sobressai mais em canções manifesto como "Boss Bitch".

Resumo: entreteve, deliciou fãs, mas continua a não conquistar multidões em Portugal. A curiosidade é saber como se sairá num festival alternativo como o Primavera Sound Barcelona para onde segue nos próximos dias.