• NOS Alive: Um dia ao ralenti à espera da pista de dança

    O último dia do NOS Alive 2026 foi marcado por concertos competentes da pop mais orelhuda das rádios, um recinto irrespirável, com um público pouco habituado a festivais e o regresso triunfal do kuduro progressivo. Matilde Fieschi, Arlindo Camacho, Guilherme Cabral Miguel Lopes Neste dia final do festival de Algés o dia começou como habitualmente no muito concorrido Palco Literário, desta vez com Ana Bárbara Pedrosa e Francisco Guimarães a descreverem o seu processo de escrita antes de um divertidíssimo Hugo Van der Ding nos apresentar a História do livro ao longo dos tempos. No palco principal a abertura foi de um bombado Don West, modelo australiano transformado em cantor para encantar corações. O caminho…

  • NOS Alive: Rock no feminino e Foo Fighters dentro das expectativas

    Dia de confirmação dos gigantes Foo Fighters em final de tour europeia e de que o rock está cada vez mais entregue ao feminino que puxa cada vez mais dos galões. As mexicanas The Warning e a francesa Jehnny Beth mostraram que o rock pesado/alternativo já não é um território exclusivamente masculino. sarahawk, Arlindo Camacho Miguel Lopes Segundo dia do festival a começar no mesmo local, o Palco Literário que desta vez tinha o tema "Das Letras à música", moderado por Pedro Boucherie Mendes e com os convidados Afonso Cruz e Luísa Sobral. Uma conversa interessante, mas já sem a novidade do dia anterior sobre processos de criação e ligação entre a escrita para canção…

Reportagens

Vodafone Paredes de Coura: dia 3 (21/08), com Charles Bradley e The War on Drugs

E na terceira noite chegou o soul. Terceiro dia da 23ª edição do Vodafone Paredes de Coura esteve (tal como a véspera) completamente esgotado, mas a animação abrandou e o concerto da noite coube a Charles Bradley. Tal como se esperava, e depois de tanta energia gasta na véspera no êxtase psicadélico de Tame Impala, o público chegou mais cansado ao recinto no terceiro dia do festival. Apesar disso, já foram muitos os que assistiram às 18h30 ao concerto dos portuenses X-Wife, que com o seu universo indie pop eletrónico conseguiram pôr o público a dançar. Pouco depois, foi a vez dos californianos Allah-Las se estrearem por terras portuguesas. Com sonoridades que nos transportam para…

Vodafone Paredes de Coura: dia 2 (20/08), com Tame Impala e Father John Misty

25 mil á espera de Tame Impala. Houve calor e rio, barcos de plástico e mergulhos, Jazz na Relva, multidões no recinto desde muito cedo, mais de uma dezena de concertos. Mas durante todo o segundo dia do Vodafone Paredes de Coura se sentiu que muitos contavam os minutos para o início de Tame Impala. Os bracarenses peixe:avião inauguraram o palco principal ao final da tarde para um público ainda tímido e sentado na relva. Pouco depois já uma multidão se amontoava no palco secundário para ver Pond, a banda australiana liderada por Nick Allbrook, antigo guitarrista (e depois baixista) dos tão aguardados Tame Impala. Estava dado o mote para uma noite dedicada ao rock…

Vodafone Paredes de Coura: dia 1 (19/08), com TV on the Radio e Blood Red Shoes

A festa, o convívio e a música duram já há alguns dias para muitos campistas, mas ontem foi o primeiro dia oficial do festival Vodafone Paredes de Coura, que, como esperado, contou com um recinto bem cheio. A honra de inaugurar o Palco Vodafone coube aos portugueses Gala Drop, banda lisboeta já com dez anos de carreira e que alia sonoridades kraut a ritmos africanos. Depois de um concerto contagiante, os ânimos acalmaram-se durante Ceremony, que foram seguidos da banda britânica Blood Red Shoes. [alpine-phototile-for-flickr src="set" uid="60380835@N08" sid="72157655178200504" imgl="fancybox" style="floor" row="5" size="640" num="15" highlight="1" curve="1" align="center" max="100" nocredit="1"] O dia já tinha acabado quando subiram ao palco os Slowdive, banda britânica pioneira de shoegaze, que…

Galerias

NOS Alive: John Wick, Wild Gods e pilotos automáticos

O primeiro dia do vigésimo ano do NOS Alive ficou marcado pela presença de Keanu Reeves, a homilia de Nick Cave, a estreia do Palco Literário e dos Twenty One Pilots em piloto automático. Hugo Macedo, Matilde Fieschi, sarahawk Miguel Lopes A começar o dia arrancou um novo palco no festival. Pelas cinco da tarde nasceu o Palco Literário, o oitavo palco do festival dedicado aos livros, aos seus autores e à sua relação com a música. Neste primeiro dia, Ana Markl foi a anfitriã convidando Valter Hugo Mãe, um metaleiro confesso a contar as suas aventuras com "punk mais punk que os punks", a fazer considerações sobre Tony Carreira a ainda a mostrar a…

Linkin Park no Rock in Rio Lisboa: uma banda que aprendeu a sobreviver ao próprio legado

Havia uma pergunta inevitável a pairar sobre o regresso dos Linkin Park a Lisboa: como continuar depois da perda de Chester Bennington? Nove anos depois da morte do vocalista, a banda continua a enfrentar o desafio de honrar um legado que ajudou a definir uma geração sem ficar aprisionada a ele. No Rock in Rio Lisboa, perante cerca de cem mil espetadores, a resposta foi clara: os Linkin Park já não vivem apenas da memória. Continuam a ser uma banda com presente e, sobretudo, com futuro. Rita Seixas Nelson Tiago Desde os primeiros minutos, ficou claro que a banda não veio a Lisboa para apresentar um exercício de nostalgia. Embora o peso emocional do catálogo…

12 olhares da grade no Primavera Sound Porto

Entre mãos coladas ao ferro, olhares fixos no palco e esperas longas por cada acorde, a grade é um dos pontos mais simbólicos do Primavera Sound Porto. É ali que o concerto se vê de perto, sem filtros, onde cada reação é imediata e cada momento ganha outra dimensão. Estas 12 imagens captam essa perspetiva única – a do público que vive a música a poucos metros do palco. Mónica Joady Ana Alves