O Sol da Caparica: dia 3 (15/08), com Xutos & Pontapés, Luís Represas e Agir


O Sol da Caparica: dia 3 (15/08), com Xutos & Pontapés, Luís Represas e Agir

Chegamos ao terceiro e último dia (para os graúdos) da edição de 2015 d'O Sol da Caparica. Os grandes destaques neste dia são os intemporais Xutos & Pontapés e Luís Represas, e a grande revelação nacional; Agir.

É por este último que começamos. Registado como Bernardo Costa, dá-se pelo nome de Agir. Leva-me a Sério é o disco que o lançou para as luzes da ribalta e a expetativa perante o seu concerto estava num patamar elevado, principalmente para a faixa etária mais nova. E foi sobretudo neste álbum que o seu espetáculo incidiu. Já com uma mão cheia de hits muitos foram aqueles que abraçaram os diversos temas que Agir apresentou. Utilizava as canções como armas que despertavam o público a cada palavra. Mas foi com a entrada de Pité que um clima apoteótico desceu ao Parque Urbano da Costa da Caparica e, para não o arrefecer temas como "Parte-me o Pescoço" e "Tempo é Dinheiro" foram divididos entre os dois artistas. Entre estes não faltou "Como Ela é Bela" entoado de início ao fim.

No Palco SIC/RFM estava mais um gigante da música portuguesa; Luís Represas. Perante uma plateia bastante mais significativa, foi "Ao Longe" que fez as hostilidades. O público permaneceu imóvel durante a rampa inicial do concerto, até que, é chamada a "Feiticeira" que, com uns simples acordes de magia fizeram vibrar as cordas vocais da enchente mais adulta. De seguida a magia personificou-se na Florbela Espanca e as suas palavras de "Perdidamente" fizeram-se ecoar pelo início desta noite de agosto, e dissiparam-se a grande velocidade. E foi a grande velocidade que chegou "125 Azul" e com ela mais um momento bonito de uníssono; o último tema do curto espetáculo de Luís Represas.

O Luso-Angolano Pedro Coquenão é líder dos Batida; um projeto que une Luanda e Lisboa. Num espetáculo que usa a palavra como crítica, e recorre a vídeos para adorna várias batidas africanas poucos foram os que se mostraram conhecedores da banda. Pedro Coquenão tentou por diversas vezes interagir com a plateia mas nunca conseguiu obter grande reação por parte desta. Contudo, sem mostrar qualquer desânimo e permaneceu firme durante os vários ritmos que ondeavam entre o afro-house e o kuduro, destacando essencialmente o longa duração número Dois.

Aproximadamente 20 mil pessoas juntaram-se junto ao palco principal do festival para receber os mais de 36 anos de Xutos & Pontapés. Tim, que pisa este palco pela terceira vez (em dias consecutivos) levou ao delírio o recito esgotado logo com a sua entrada. Como seria de esperar o alinhamento foi um desfilar dos grandes êxitos da longa carreira dos Xutos o que fez com que o clima fosse de euforia constante, mesmo com algumas breves passagens pelo mais recente Puro. A legião de fãs e admiradores rebentou com os "Contentores", festejou o "Dia de S. Receber", abraçou a "Chuva Dissolvente". O recinto transformou-se num autêntico "Circo de Feras" com direito a dois encores que culminaram com a inevitável passagem pela "Casinha". "Das três, esta foi a mais fantástica noite" afirmou Tim, e sem dúvida que a magia dos lendários Xutos & Pontapés marcou esta segunda edição d'O Sol da Caparica que continuou no domingo, com um dia planeado para os mais pequenos. Esperamos que "O Sol da Caparica" brilhe ainda mais alto no próximo ano. Até lá!

Fotos: Carlos Carvalho
Texto: Bruno Silva
Acompanhamento Redes Sociais Noite e Música: Ana Filipa Duarte