MEO Marés Vivas: dia 3 (16/07), com James, Rui Veloso e Tom Odell


MEO Marés Vivas: dia 3 (16/07), com James, Rui Veloso e Tom Odell

O terceiro dia do festival nortenho teve Rui Veloso e James como cabeças de cartaz, precedidos de Tim Odell e Beth Orton em mais um dia quente e animado. O primeiro concerto arrancou ainda com o recinto despido e encerrou sem espaço para mais.

Beth Orton teve uma receção calorosa por parte dos poucos mas bons festivaleiros presentes. De chapéu e vestida a rigor para o calor que se fazia sentir, a cantora de origem inglesa cantou e encantou com o seu estilo folk eletrónico, com músicas como "Call Me the Breeze".

Beth Orton

Com o pôr-do-sol como pano de fundo, Tom Odell arrancou com alguns dos seus êxitos musicais, com "I Know" como segunda da sua setlist. Sentado ao piano de cauda preta e elegantemente vestido, o cantor inglês de 25 anos encheu o recinto de soul e…magia. Na frente, um grupo de fãs gritava e tagarelava para Tom, que sorria e assentia com a cabeça. Numa das vezes, a bandeira portuguesa que o artista trouxe consigo serviu de mote para largar o piano e cantar as suas doces músicas encarando de frente o público.  De repente, já não havia espaços vazios entre o público, que chegava em massa. "From Another Love", a mais esperada, foi cantada a plenos pulmões e precedida de "Magnetised" do álbum Wrong Crowd. Em jeito de despedida, Tom Odell desceu do palco para agraciar os fãs e, entre aplausos, colocou a bandeira de Portugal tal como uma capa de super-herói, levando os presentes ao êxtase.

Tom Odell

"Rio abaixo, rio acima" como uma vénia ao rio Douro, o maior companheiro deste festival, "Sayago Blues" foi a primeira da noite de Rui Veloso. Muito bem recebido e um dos artistas mais aguardados nesta terceira noite de MEO Marés Vivas, Rui Veloso cantou "Não Me Mintas" com um frenético dedilhar de guitarra. O "Primeiro Beijo" foi muito bem recebido, no entanto, "Porto Sentido" foi a que arrecadou um coro afinado e aplausos desmedidos. Num ambiente intimista e acolhedor, em que todos sabiam a letra das músicas, a emoção falou mais alto e deixou alguns de lágrima no canto olho. Cada canção era motivo para uma chuva de aplausos. Contudo, quando Rui Veloso soltou "Xico Fininho", só meio da multidão se percebia a 'ginga' energética de cada um. Para o final ficaram os grandes êxitos de Rui Veloso, tais como, "Lado Lunar", "Não há Estrelas no Céu" e "Anel de Rubi", esta última acompanhada da harmónica, num derradeiro encerramento.

Rui Veloso

Depois de um compasso de espera que pareceu eterno para os muitos fãs de James, a primeira música que se ouviu foi o hino nacional, num palco iluminado pelas cores nacionais e onde Tim Booth apareceu, sem mais nem quê. O público ficou ao rubro. "Interrogation" foi a primeira, acompanhada da dança esquizofrénica do vocalista, que logo de seguida desceu até junto da multidão. Numa sequência quase perfeita para quem os ouvia, "Tom My Surprise", "Catapult" e a bem conhecida "Come Home", desfilaram na terceira noite do festival. "Sometimes", imediatamente antes do encore, fez o pó do Cabedelo levantar, a pele arrepiar e todo o público vibrar. Cantada, "recantada" e retomada pelo público, que não deixou o refrão esmorecer, deixando Tim deslumbrado a observar. "This is all it's all about. Nothing but love" foi a introdução à música com esse mesmo nome. James encerrou este terceiro e último dia com chave de ouro, ao som de "Getting Away With It".

James

O festival volta em 2017 e já tem data marcada: de 15 a 17 de julho.

Equipa Noite e Música Magazine no MEO Marés Vivas
Fotos: António Teixeira
Textos: Daniela Fonseca e Magda Santos
Edição: Nelson Martins


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