MEO Marés Vivas: A expressão hipnotizante de Sting


MEO Marés Vivas: A expressão hipnotizante de Sting

Sting era provavelmente o homem mais esperado do festival. O primeiro a esgotar os bilhetes diários subiu ao palco em pontualidade britânica e durante uma hora e meia hipnotizou o Cabedelo com os seus temas que nos são bem familiares.

O ex-vocalista dos The Police atuou para um recinto evidentemente esgotado e um público que se mostrou completamente rendido aos 65 anos de vida que o cantor faz parecer 30.

O artista começou o concerto com o tema "Synchronicity II" dos The Police, mas não foi este o único tema da banda que pudemos ouvir nesta noite. Foram várias as canções da banda britânica que compuseram o alinhamento desta noite, e nós agradecemos.

Seguiram-se "If I Ever Lose My Faith" e "Spirits In The Material Wind" mas o primeiro momento alto foi para "English Man In New York". O tema de 1987 fez as delícias da plateia que mostrou saber a letra na perfeição.

Durante todo o espetáculo, Sting revelou ter aprendido o básico da língua portuguesa mas não esteve com grandes conversas. As suas músicas entoaram para um Cabedelo esgotado mas incrivelmente silencioso quando era tempo de escutar as canções. Visto de cima, era um mar de gente completamente estática que parecia estar hipnotizada por este artista que atravessa gerações.

O concerto seguiu e contou com "Fields of Gold" e "Shape of My Heart". Esta segunda tocada em acústico e com Joe Sumner. O filho do cantor atuou com o pai ocupando um lugar nas vozes de fundo mas nesta canção esteve ao lado de Sting. Voltaria mais à frente para interpretar sozinho "Ashes To Ashes". O tema de David Bowie ficou a cargo de Joe Sumner depois de Sting ter brincado dizendo que estava cansado.

Tempo para mais um tema dos The Police. "Message in a Bottle" foi fortemente aplaudida pelos festivaleiros que saíram um pouco da sua hipnose para vibrar com este single de 1979.

"Walking On The Moon" e "So Lonely" não faltaram à chamada e fizeram o público cantar e relembrar estes temas da banda britânica que viu nascer Sting.

"Desert Rose" e "Roxanne" tocaram já na reta final e não desiludiram. Destaque para esta segunda que protagonizou o momento de maior explosão de energia do concerto. "Ain't No Sunshine" de Bill Withers também alinhou a atuação do britânico, como, aliás, já tem vindo a acontecer nesta tour.

"Every Breath You Make" foi penúltima mas uma das favoritas do público. O tema de 1983 dos The Police foi cantado com a mesma intensidade que nos anos 80 não só por Sting, mas também pelos milhares de pessoas que por lá estiveram. “Fragile” encerrou o concerto com a beleza sonora que lhe é natural.

Um espetáculo de êxitos incontornáveis de Sting e dos The Police para várias gerações que certamente saíram satisfeitas com a prestação e entrega exímias do artista.

Equipa Noite e Música Magazine no MEO Marés Vivas
Fotografia: António Teixeira
Textos e Social Feed: Daniela Fonseca e Rita Pereira
Edição: Nelson Tiago


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