The Cure ao vivo na MEO Arena: «A alma do rock punk britânico dos anos 80 ainda vive»


The Cure ao vivo na MEO Arena: «A alma do rock punk britânico dos anos 80 ainda vive»

MEO Arena repleta para assistir ao regresso dos The Cure a terras lusas. 3 horas e 31 temas depois, receberam o "obrigado" de Lisboa.

A banda escocesa The Twilight Sad abriu as hostilidades. O ambiente que já se encontrava bastante expectante recebeu de forma animada uma banda que apesar de desconhecida da maior parte do público presente, conseguiram imprimir um ritmo de rock e animação para o concerto que se iniciaria às 21h15 para um regresso ao passado de 37 anos de música.

Vinte e sete anos depois de terem atuado em Lisboa e mais recentemente no Optimus Alive em 2012, Robert Smith e a sua banda regressaram já com alguns cabelos brancos mas ainda a fazer vibrar uma plateia a rondar os 30/50 anos que, vestidos em alguns casos, completamente a rigor como o seu ídolo, "curtiram" uma longa noite de música e deliraram revivendo muitas saídas à noite  com temas como "Hot, Hot, Hot", "Lullaby", "Boys Don't Cry" e "Friday I'm in Love".

Entre o público encontramos espanhóis, italianos que de passagem por Lisboa não desperdiçaram a oportunidade de ver a banda que iniciou a digressão europeia em maio deste ano e irá passar por 17 países europeus.

Já com o balcão 1 e 2 completos e com algumas pessoas já junto às grades, o ritmo começou  a avançar com a banda a acelerar o ritmo e a dar uma sequência rápida às músicas. De poucas falas, Robert Smith foi soltando um "obrigadas" muito british apenas para agradecer as palmas e os pedidos de regresso ao palco nos encores finais.

Tal como os U2, Madonna, Michael Jackson e tantos outros artistas dos anos 80, também Robert Smith aproveitou os ecrãs para passar imagens de povos reprimidos e vítimas de guerras.

O cenário era bastante simples mas a deixar um reviver de cores dos anos 80 que contrastava com o preto que predominava no público presente.

Tal como já acontecera na Alemanha e em Itália, o público foi presenteado com três encores sendo as músicas finais como "Hot, Hot, Hot" uma das mais aclamadas no público.

O concerto terminou de forma simples e discreta como decorreu no geral com um "obrigadas" final de Robert Smith.

Alinhamento
Open
All I Want
Push
In Between Days
Pictures of You
The Hungry Ghost
A Night Like This
The Walk
Primary
Shake Dog Shake
The Blood
The Caterpillar
Lovesong
From the Edge of the Deep Green Sea
One Hundred Years
End
Encore
Step Into the Light
Want
Burn
Play for Today
A Forest
Encore 2
Fascination Street
Freakshow
Friday I'm in Love
Just Like Heaven
Boys Don't Cry
Encore 3
Lullaby
Hot Hot Hot
Let's Go to Bed
Close to Me
Why Can't I Be You?

Fotos: Alexandre Antunes/Everything is New
Texto: Cláudia Gonçalves


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