Expensive Soul ao vivo no Coliseu do Porto [fotos + texto]


Expensive Soul ao vivo no Coliseu do Porto [fotos + texto]

Após a estrondosa atuação no Coliseu dos Recreios, em meados de abril, as expectativas estavam em alta, para um concerto muito esperado e que assinalou os 15 anos da formação da banda natural de Leça da Palmeira.

A jogar em casa, perante uma plateia esgotadíssima e bastante efusiva, o concerto começou às 22 horas de uma noite chuvosa. Do topo de uma escadaria brilhante, surgiu Demo, de túnica branca e chapéu preto, acompanhado de Max, igualmente vestido a preceito, ambos apoiados pela "Jaguar Band" e por uma orquestra manchada de preto e vermelho, os tons da festa.

Como aperitivo inicial, a conceituada banda brindou o público com o hit "Progresso", levando a plateia, maioritariamente constituída por jovens, ao êxtase. Estava dado o mote para um concerto de perfeita comunhão com o público, que brindou os artistas com um apoio incessante, quer a cantar, quer a aplaudir ao longo de todo o espetáculo.

Seguiram-se as músicas "Cupido" e "Só Contigo", na qual os músicos deram um passinho de dança na frente do palco, "Contador de Histórias" e "Deixei de ser bandido", onde a banda encurralou o bandido, ou melhor, Max no topo da escadaria.

Diretamente de 2006 e saído do álbum Alma Cara, "13 Mulheres" demonstrou ser uma das músicas mais esperadas da noite, e o Coliseu encheu-se de cor ao ritmo de "Que Saudade", com o público a acompanhar os músicos em tons de laranja.

Numa noite que se poderia apelidar de mágica, os dois miúdos de 18 anos, que sonharam um dia encher o Coliseu do Porto, viram o seu desejo tornar-se realidade, e Demo dedicou "O Amor é Mágico" ao seu companheiro de carreira.

Num espetáculo que foi pura festa do princípio ao fim, a música "Sonhador" criou uma atmosfera mais intimista e de pura sinergia com o público. Aliás, foi o único momento em que Max tirou os óculos escuros e deixou ver o brilho de comoção nos seus olhos.

Para terminar em grande, Demo presentou a plateia com dois grandes êxitos dos primórdios da dupla, "Eu Não Sei" e "Falas Disso", encerrando este grande concerto com o rufar dos tambores e com uma assistência que parecia não querer que a festa acabasse.

Fotos: António Teixeira
Texto: Magda Santos


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