Depeche Mode no NOS Alive: a experiência é um posto


Depeche Mode no NOS Alive: a experiência é um posto

Sem já ter nada a provar, os Depeche Mode regressaram a Portugal para apresentar o seu novo álbum Spirit mas acabaram por fazer um concerto em modo best of para gáudio dos muitos fãs over 40 que vieram de propósito ao recinto.

De Spirit apenas se ouviu a abertura bastante rock com "Going Backwards" (acompanhada com o desfazer de uma pintura expressionista na tela do vídeo), a balada "Cover Me" (com a viagem espacial de David Gahan ao espaço também em modo videoclip) e o manifesto político que é "Where’s the Revolution".

Apesar da diminuta comunicação com o público (interpretada por alguns críticos como "falta de fogo" ou "um concerto menos bem conseguido"), a banda esteve igual a si própria. Especialmente David Gahan com o seu habitual colete preto e danças ondulantes, e até Martin Gore quase sempre circunspeto com a sua guitarra estrela, deixou escapar imensos sorrisos.

O inicio ainda com a sedutora "A Barrel of a Gun" e um novo arranjo de "A Pain That I’m Used To" deram lugar à melódica "In Your Room" e à velhinha "I Want You Now". Os sintetizadores Krafwerk de "World in My Eyes" iniciaram o momento "Violator" e "Judas" trouxe Martin Gore para o microfone pela primeira vez e leva o público a cantar "…if you want my love…".

Depois de uma breve canção de parabéns, a sequência mais industrial com "Wrong", "Everything Counts" e "Stripped" a preparar o final com "Enjoy the Silence" e "Never Let Me Down Again" a abrirem a pista de dança teletransportada dos anos 80.

Já no encore, Gore volta aos comandos do microfone para a negra "Home" e depois AQUELA sequência: "Walking in My Shoes", "I Feel You" e "Personal Jesus" a fazer toda a gente satisfeita por ali ter estado.

Fotografia Depeche Mode: NOS Alive

Equipa Noite e Música Magazine no NOS Alive
Fotografia: António Teixeira
Textos e Social Feed: Miguel Lopes e Daniela Fonseca
Edição: Nelson Tiago


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