Yann Tiersen ao vivo no Coliseu de Lisboa [fotos + texto]


Yann Tiersen ao vivo no Coliseu de Lisboa [fotos + texto]

Espetáculo intimista com um Yann Tiersen a solo a apresentar um novo álbum, onde volta a um registo com ondas mais suaves e melancólicas.

Era para ser um concerto. Dada a procura, foram dois – ambos esgotados. Yann Tiersen encantou no Coliseu dos Recreios. Não falou muito além do "Thank you" depois de cada canção, ronda de aplausos e de um inicial "Can I start?". Começou e fez aquilo que sabia melhor.

O ponto de partida para este concerto era a apresentação dos novos temas inspirados na ilha de Ushant, na Bretanha, terra natal do artista. Eusa, o nome de Ushant na língua local, o álbum que compila estes temas, veio a público apenas no final de setembro.

Yann Tiersen sentado ao piano, tocava, acompanhado por uma espécie de rádio rústico, que ia reproduzindo som ambiente da ilha que serviu de mote para este trabalho. Por vezes, ouvia-se o chilrear dos pássaros, que, em conjugação com a música, levava, também, o público numa viagem sonora, até à Bretanha ou talvez por outras terras. Com músicas de carácter intimista, por vezes calmas e melancólicas, por vezes mais intensas, como as que se foram ouvindo, cabe a cada qual fazer sua interpretação.

A presença em palco de um violino e de dois toy pianos antecipava que o artista não se ficaria pelo piano tradicional. E assim foi. Apesar de não ter havido intervalo, podemos considerar que houve uma primeira e segunda parte no concerto. A primeira, passada ao piano. Na segunda, o artista já conhecido como multi-instrumentista ia intercalando entre violino, pianos em miniatura e novamente o piano. Foi também nesta altura que surgiram alguns dos temas mais antigos e conhecidos, como "La Valse des Monstres" e "La Dispute", para gáudio do público, que aplaudiu em força as melodias reconhecidas.

Lisboa (a dobrar) marca o ponto de partida do Live Solo Tour, que seguirá para outras capitais e grandes cidades europeias. Há dez anos que o artista não fazia algo do género. Para os que não puderam ir, ou para os que foram e queiram reviver, o albúm Eusa já se encontra disponível.

Fotos: Alexandre Paixão
Texto: Vera Tavares


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