The Cinematic Orchestra ao vivo no EDP Cool Jazz [fotos + texto]


The Cinematic Orchestra ao vivo no EDP Cool Jazz [fotos + texto]

Aos quase 20 anos de carreira, e após terem esgotado o CCB em novembro do ano passado, a banda britânica The Cinematic Orchestra encantou os jardins do Marquês de Pombal. A terceira noite do festival EDP Cool Jazz honrou ainda o jazz português com a abertura de Salvador Sobral.

À hora agendada e ainda com muitos lugares por ocupar na plateia, entrou em palco Salvador Sobral. Fazendo valer o jazz nacional, apresentou o seu mais recente álbum Excuse Me, lançado em março deste ano. Junto de grandes músicos, Júlio Resende no piano, André Rosinha no contrabaixo, e Bruno Pedroso na bateria, o cantor confessou: "É oficial, nunca toquei para tanta gente.". E foi entre as conversas do público que ia chegando que Salvador apresentou temas como "Excuse Me" e "Nem Eu", este último apresentado contando apenas com a presença do cantor e do pianista Júlio Resende em palco.

Para terminar, depois de mostrar a sua versatilidade quer pelos batuques no piano, quer pelo solo vocal imitando um qualquer instrumento de sopro, Salvador Sobral despede-se com a sua versão do tema de Caetano Veloso "Ay, Amor", tendo direito a ovação de pé que deixou o músico emocionado.

Após um curto intervalo, com o Jardim do Marquês de Pombal mais composto e uma introdução de cordas misteriosa que se fazia ouvir em palco, entrou em cena a banda The Cinematic Orchestra. A música "Burn Out" abriu a segunda parte de uma noite que já com Salvador Sobral se tinha revelado promissora. O palco estava ocupado por bateria, contrabaixo eléctrico, teclado, percussão, guitarra e voz. Jason Swinscoe, o escocês que formou a banda em 1999, manteve-se sempre atrás da mesa do lado direito do palco agradecendo ao público sempre em português.

Acompanhados de um cenário escuro durante todo o espetáculo, a banda criou nos jardins um ambiente cinematográfico que teve ainda mais impacto pelo cenário arborizado que a organização do festival se preocupou em escolher. Do curto set preparado para a noite passada fizeram parte temas como "Lessons", "Breathe" e o clássico "To Build A Home" do álbum Ma Fleur lançado há quase 10 anos.

Tom Chant, o saxofonista irlandês, teve também o seu momento. Sozinho, acompanhado de uma loop station, o músico dominou o palco com um impressionante solo. Não apenas ele mas também os restantes instrumentistas tiveram oportunidade de brilhar, mas foi o solo de bateria de Luke Flowers que arrancou do público o maior número de aplausos.

Sem direito a encore, a banda despediu-se com "All That You Give", o clássico do álbum Every Day deixando brilhar o poder da voz. O público, que se manteve distante e apático durante todo o concerto, levantou-se para aplaudir uma performance que elevou o EDP Cool Jazz.

Fotos: Rui Oliveira
Texto: Maria Roldão