Spoon no NOS Alive: início de tarde bem morninho


Spoon no NOS Alive: início de tarde bem morninho

De Austin, Texas, os Spoon vieram nos abrir o apetite para os concertos que irão dar, em novembro, em Lisboa e no Porto. E o concerto do Alive pode mesmo ser considerado só uma entrada, pois não passou de um final de tarde "morninho", sem chegar a aquecer verdadeiramente.

Os Spoon, com os seus vinte anos de carreira, são uma banda já bastante competente, com a segurança em palco que se exige, impecáveis fatos negros, jogo de iluminação em contraluz a criar a atmosfera indicada e alinhamento certeiro, mas pareceu faltar sempre qualquer coisa.

Faltou algum público, pois a tenda começou composta (com muito publico mais velho do que nos dias anteriores) mas foi perdendo gente ao longo do concerto. Seja porque os mais novos preferiam correr para os hits mais comerciais dos Imagine Dragons no palco principal, ou porque os restantes achavam que o concerto não aquecia nem arrefecia.

Para os que ficaram, os Spoon tocaram cinco canções do novo álbum Hot Thoughts: a gingona canção com o mesmo nome, "Do You Have To Talk Into It" a abrir, "I Ain’t The One" com o vocalista Britt Daniel acompanhado apenas pelo piano, "Can I Sit Next to You" com os teclados arábicos e "First Caress" a fechar.

Foi ainda um concerto de best ofs, com especial incidência nos álbuns da segunda metade da carreira. Ouviu o baixo poderoso em "Don't You Evah", uma "The Beast and the Dragon, Adore" mais rock, alguns jams em "I Turn My Camera On", o ritmo repetitivo de "Do You" ou o piano de saloon em "Underdog".

Equipa Noite e Música Magazine no NOS Alive
Fotografia: António Teixeira
Textos e Social Feed: Miguel Lopes e Daniela Fonseca
Edição: Nelson Tiago


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