Red Hot Chilli Peppers no Super Bock Super Rock: os californianos varreram tudo e partiram tão depressa quanto chegaram!


Red Hot Chilli Peppers no Super Bock Super Rock: os californianos varreram tudo e partiram tão depressa quanto chegaram!

Antes do início do concerto da banda de Los Angeles já podíamos confirmar que este dia 13 não era o primeiro dia de festival, mas sim dia de concerto dos Red Hot Chilli Peppers. Onze anos depois de sua última atuação em Portugal, no Rock in Rio, só se viam pelo recinto t-shirts com o reconhecível asterisco, símbolo da banda californiana, criado pelo próprio vocalista Anthony Kiedis. Outro sinal era a estranha indiferença dada, pela maior parte dos festivaleiros, às restantes bandas nos vários palcos (Tigerman que o diga!).

Dez minutos após a hora marcada, a MEO Arena cheia que nem um ovo, entrava em histeria com o apagar das luzes e com os primeiros acordes da Jam que habitualmente começa os concertos. A entrada da "estrela da companhia", o baixista Flea, a passo lento iria contrastar com os saltos e corridas ao longo do concerto. Chad Smith na bateria marcava o ritmo (ou seguiria o maestro Flea?) e o mais "novato" Josh Klinghoffer mostrava os dotes na guitarra.

Quase sem paragens, e sem dar-mos por isso, Kiedis lança as primeiras estrofes de "Can't Stop" e o público também já não pára! "Snow ((Hey Oh))" é entoado a plenos pulmões, e o ritmo do baixo de Flea continua a marcar o ritmo em "Dark Necessities", do último álbum The Getaway.

O público era essencialmente muito acima dos 30, não fossem os RHCP uma banda que marcou a geração do 80s, mas também muitos da Geração Z ouviam, talvez pela primeira vez a banda de L.A. Para os que conheceram a banda mais tarde, ouviram-se ainda do último álbum Go Robot (com direito a baixista adicional) e a belíssima "Goodbye Angels" já no encore.

"The Adventures of Rain Dance Maggie" foi dedicada aos cães de Portugal e "Californication" foi, das mais cantadas pelo público, com o pôr-do-sol nos muitos ecrãs usados no espetáculo. A cover "What is Soul?" dos Funkadelic antecedeu a velhinha "Aeroplane" do já longínquo ano de 1995. E "Suck My Kiss" e "Soul to Squeeze" levam-nos ainda mais para trás. Para trás também tinha passado o hardcore/psicadélico de "Nobody Weird Like Me", descrito por Flea com "a balada tranquila, para pôr o bebé a dormir".

O final veio com "By the Way" e depois no encore, com a mais reconhecível "Give it Away", em versão anticlímax. Este arranjo mais downtempo levou a que o público entrasse mais transe do que na histeria habitual deste tema.

As despedidas foram feitas, mais uma vez pelo mestre de cerimónias Flea, que prometeu voltar mais rapidamente (e, esperamos nós, com mais tempo de concerto!).

Os Red Hot Chili Peppers só autorizaram a captura de imagem para publicação em papel.

Equipa Noite e Música Magazine no Super Bock Super Rock
Fotografia: Rui Jorge Oliveira
Textos: Miguel Lopes
Social Feed: Maria Roldão
Edição: Nelson Tiago


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