Pink Martini no EDP Cool Jazz [fotos + texto]


Pink Martini no EDP Cool Jazz [fotos + texto]

A produção do EDP Cool Jazz  prometeu apenas um cocktail musical, mas os Pink Martini decidiram fazer a festa!

Coube ao pianista, Thomas M. Lauderdale, o criador da banda em 1994, fazer as apresentações em português "Boa noite, esta é a banda de Oregon, Pink Martini!".
A ingenuidade de Mimicat que fez a primeira parte do espetáculo (ver texto seguinte) deu lugar à sensualidade de Storm Large que prendeu o público desde os acordes iniciais de "Amado mío", encarnando Rita Hayworth, em Gilda, o filme que deu origem ao tema.

Para este concerto, os Pink Martini trouxeram músicas do seu reportório, em particular do seu novo álbum, Get Happy, lançado em setembro de 2013. A banda que conta com um número admirável de membros, 12, caracteriza-se em termos musicais por misturar diversos géneros como a música latina, lounge, música clássica europeia e jazz.
Nenhum desses ritmos faltou esta noite no palco do EDP Cool Jazz  que se realizou como habitualmente nos incríveis Jardins do Marquês de Pombal, em Oeiras.

Se existisse um prémio com o título "músicas do mundo" ele pertenceria com certeza aos Pink Martini: "Let’s never Stop Falling in Love", "Dónde estás, Yolanda?", "Una notte a Napoli", "Üsküdar'a Gider Iken", "Saori Yuki song", e consequentemente, aos cantores caberia o título de "os mais poliglotas" de tantas línguas que compõe as suas letras: Inglês, Espanhol, Italiano, Turco, Japonês…

A juntar ao imenso carisma da cantora principal, que no tema "Üsküdar'a Gider Iken" conseguiu levar ao palco uma tímida fã Turca, Storm Large contou também com a empatia que gerou os conhecidos temas, como: "Quizás, quizás, quizás" ou "Que serà, será", e uma fantástica orquestra de músicos e instrumentos: piano, trombone, trompete, bateria, percussão, baixo, congas, violino,… O público reagiu com emoção, cantando desde as primeiras músicas, enquanto as cadeiras davam lugar a um jardim de dança, individual ou de pares, esta última bastante adequada a uma importante parte do público que caracteriza este festival.

Por fim, no encore, em ritmo de total diversão, parte do público subiu ao palco (nem faltou o vendedor ambulante de cervejas para espanto de todos) para cantar o "Brazil": "There's one thing that I'm certain of, return, I will to ol' Brazil, That ol' Brazil, man, it's ol' in Brazil, Brazil, Brazil", do grande Frank Sinatra.

A primeira parte do concerto foi assegurada por Mimicat.

Mimicat é um projeto a solo da cantora e compositora Marisa Mena, oriunda de Coimbra, que fez parte do projeto The Casino Royal. Marisa Mena apresenta-se como a nova voz do Soul, Blues e Jazz Nacional.

Neste concerto, a segunda apresentação oficial ao vivo, a nova artista nacional da Sony Music Entertainment Portugal apresentou alguns dos temas que farão parte do álbum de originais, com a edição prevista para setembro ou outubro deste ano.

Mimicat partilhou o palco com o produtor Sérgio Costa (Piano, guitarra, saxofone), também diretor musical da banda, Tomás Pimentel (trompete), Rui Alves (bateria) e Pedro Pinto (contrabaixo e baixo elétrico).

Mini (a forma familiar com que se apelidou junto do público) a lembrar uma artista das décadas de 50 a 70 na figura e na voz, de um jeito ora ingénuo ora atrevido foi conquistando o público ao longo do concerto preenchendo os lugares mais despidos nas primeiras plateias.

Conscientes de que apenas o tema "Tell Me Why" do single de estreia passa nas rádios nacionais, a banda preparou cuidadosamente uma versão de "Hit The Road Jack" de Ray Charles, para colocar o público a cantar "No More No More No More No More, Hit the Road Jack and don’tcha come back, No More" e a dançar, num registo de alegre leveza.

Com concertos como os desta noite a produção do EDP Cool Jazz começa a preparar-se para indemnizar as rãs que coaxam toda a noite, no riacho que atravessa os jardins, num esforço inglório de rivalizar com os sons festivos do palco!

Fotos: João Oliveira/Oporto Agency
Texto: Paula Linhares c/ Oporto Agency


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