Nouvelle Vague na sala TMN ao Vivo, Lisboa [fotogaleria + texto]


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Projeto francês atuou na sala TMN ao Vivo, em Lisboa. Zula, a nova vocalista da banda, fez a sua estreia em terras lusas.

Em cima da hora como sempre dirigi-me a entrada e identifiquei-me para que me dessem acesso ao concerto. Não pensem "Que sorte!" ou "Também queria ver concertos e escrever umas linhas sobre", porque nada disto é assim tão fácil! Queria eu estar naquele momento ao quentinho… Mas não, sai de casa, entrei no meu boguinhas (que por enquanto ainda há gasolina!) e dirigir-me aquela que é, uma das salas mais atuais e badaladas de Lisboa, TMN ao Vivo, e tudo porque quando a música é boa, os artistas afáveis e o público generoso, vale sempre a pena!

Claro que antes de sair fiz, em cima do joelho como se costuma dizer, os TPC’s, para tentar perceber o que me aguardava neste concerto de Nouvelle Vague (e não, não estou a falar do movimento artístico, e muito contestatário, do cinema francês dos anos sessenta). Confesso que fiquei curiosa com as informações que pude absorver num espaço tão pequeno de tempo. A que mais me deixou de "pulga atrás da orelha", foi… Rimshot… A estreia absoluta, pelos palcos portugueses, da nova vocalista, Zula. E que estreia! Pela primeira vez foi possível ver a subida ao palco de três enérgicas e sedutoras vocalistas femininas. Suas vozes apaixonantes invadiram a sala ao som das mais variadas versões, covers, de famosas canções dos anos 60, 70 e 80. Pode-se ouvir a predominância da língua inglesa, mas como não podia deixar de ser, a língua francesa também se fez ouvir, ou não fosse esta a língua de origem da banda.

Foi possível, ver todo o publico de braços no ar a bater palmas e a "baloiçar" o corpo num movimento sincronizado, direita, esquerda, direita…. o "Canto das Sereias" levou-nos a dançar da forma controlada que referi anteriormente, mas também como se o nosso corpo abandonasse qualquer tipo de preconceito e por momentos o mundo fosse só nosso. Dançou-se e . cantou-se músicas como "Dance With Me", que apesar de muito afinada e bem coreografadas da nossa parte, em nada se compararam ao coreografias arrojadas e sensuais das três vocalistas.

Esta banda francesa, fundada em 2004 por Marc Collin e Olivier Libaux, não são apenas o reviver de boas canções, são transformações revigorantes que envolvem o público e o faz querer mais, sempre mais e por isso o "encore" foi sentido com ainda mais calor e emoção. Como descrever uma sala cheia desses sentimentos…. parece que já o fiz!
Perdi algumas partes do concerto a tentar tirar apontamentos de que nada me valeram devido a dança da multidão que se encontrava na sala, mas sei que fiquei com vontade de apanhar o comboio e ir até ao Pavilhão Multiusos do Fundão ver o concerto de novo.

Fotos: João Paulo Wadhoomall
Texto: Anaïs Vachier


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