Miley Cyrus na Meo Arena, em Lisboa: reportagem


Miley Cyrus na Meo Arena, em Lisboa: reportagem

Meo Arena apresentou-se a meio gás para o regresso da polémica superestrela norte-americana.

Miley Cyrus é sem dúvida alguma a cantora da pop mais polémica nos últimos tempos. Após a sua provocante passagem pelo Rock in Rio 2010 a americana de 21 anos veio ao Meo Arena para apresentar Bangerz, último trabalho de originais.

O dia foi quente e a maior sala de espetáculos de Lisboa ficou a meio gás para a festa que Miley preparava para os portugueses. O público era maioritariamente feminino e adolescente o que previa um concerto cheio de decibéis elevados. Para ajudar a esquentar ainda mais o ambiente o DJ André Henriques apresenta um set de 30 minutos muito bem escolhido que eleva ainda mais o entusiasmo.

A entrada de Miley Cyrus é antecedida por um anúncio inesperado; aquele concerto seria gravado para o DVD da artista (primeiro momento alto da noite). Eis que as luzes se apagam e na tela aparece o rosto gigante da artista que lentamente vai abrindo a sua boca de onde sai uma língua gigante; o escorrega que fez a entrada da cantora para aquele que podia ser um sonho de qualquer criança: uma invasão de peluches de tamanho adulto que retratam vários animais acompanham "SMS (Bangerz)" com coreografias um pouco arrojadas. A histeria era elevada e rapidamente "4×4" transformou o palco num repetido padrão vermelho e branco.
O cenário estava em constante mudança e, "Love Money Party" arranca com um Parental Advisory exibido no ecrã, um carro a desfilar pela catwalk, uma Miley arrojada a aproveitar o capot do veículo para mostrar as suas podes mais arrojadas numa roupa folhada com dólares culminando com uma explosão de notas que banham os fãs das primeiras filas.

Para acalmar um pouco a euforia que a plateia estava a viver, Cyrus para um pouco para apresentar "My Darlin'" e mostra que é dona de uma voz poderosa, criando um ambiente menos colorido no espetáculo, mais intimista e maduro.

Após várias línguas de fora, a cantora deambula pelo palco exibindo vários objetos do público (cachecóis, luvas, etc…) e volta a mostrar o seu mundo agigantado com uma cegonha que a acompanhou em "FU".

Seguiu-se mais um momento alto no concerto com a sequência de "Do My Thang", "#GETITRIGHT" e "Can't Be Tamed" que culmina com "Adore You" a ser cantada a plenos pulmões enquanto na tela eram exibidos vários beijos de casais que partilhavam o sentimento do tema ao vivo e a cores.

"Drive" foi iniciada com a artista no meio da catwalk de forma tímida e mal iluminada mas rapidamente o público deu uso aos smartphones que se transformaram em estrelas dançantes e iluminaram a arena, acompanhando o resto do tema que antecedeu a passagem da banda para o palco secundário (quase da outra extremidade do recinto) onde foram cantados vários covers; tais como "Summertime Sadness" de Lana Del Rey, "Scientist" dos Coldplay e "Hey Ya" dos Outkast.

A ação volta para o palco principal e rapidamente chega "On My Own" que serve de falso adeus.

"We Can't Stop" volta a instaurar a euforia na arena que se prolonga com "Wrecking Ball" (que fez estremecer a arena).

Para o segundo encore estava guardada "Party in USA" e Miley trouxe vários ícones americanos para a sua festa, terminando com o lançamento de papéis com as cores da bandeira americana, levando o público à loucura, marcando o ponto final no concerto da irreverente artista.

Com muita cor, desenhos animados, balões, coreografias bastante sexualizadas e objetos gigantescos Miley Cyrus veio mostrar Bangerz ao público português, num espetáculo arrojado que agradou a miúdos e causou a discórdia aos mais graúdos.

Foto: Everthing is New
Texto: Bruno Silva c/ Oporto Agency


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