MEO Marés Vivas: dia 3 (18/07), com The Script e Jamie Cullum


MEO Marés Vivas: dia 3 (18/07), com The Script e Jamie Cullum

Irlandeses The Script encerraram o MEO Marés Vivas com concerto competente. Jamie Cullum saltou do piano e Ana Moura cantou o seu Desfado. Festival registou a maior afluência de sempre com os três dias esgotados.

O momento apoteótico de todo o festival Meo Marés Vivas deu-se na última noite, com The Script. A banda irlandesa superou as expectativas, que bem altas eram, e terminou o festival de forma deslumbrante e com um pedido para voltar no próximo ano. O público anuiu.

Umas palavras em português arranhado, uma "boa noite" de saudação e "Breakeven" para começar. Impetuosos acordes, efeitos de luzes e um instrumental que dificultava perceber instintivamente que música aí vinha, tornando casa música em constantes surpresas.

"Superheroes" foi dedicada a todos os que são guerreiros no dia a dia e que estão a passar por momentos mais difíceis, seguida de "If You Could See Me Now". Entre canções mais suaves e de fazer derreter corações, e músicas de acordes fortes, The Script não deixaram ninguém indiferente, fosse a cantar, a dançar ou simplesmente emocionando os presentes.

"The Man Who Can’t Be Moved", do álbum homónimo da banda, a emotiva "Six Degrees of Separation" e "For the First Time" não foram esquecidas, mas foi com "a whole constelation of stars", com os telemóveis todos a dar luz e um efeito de céu estrelado, e ao som de "Hall of Fame" que o concerto encerrou, deixando no peito a sensação de "quero mais".

Jamie Cullum, que do cimo do piano, demonstrou ser um artista completo, não ficou atrás dos seus precedentes, a não ser na vez, com um magnifico espetáculo musical. "Everything You Didn’t Do" foi das primeiras da noite, seguido de um medley com músicas como "Drop It Like It’s Hot" e "Bitch Better Have My Money".

Do álbum Momentum de 2013, veio a palco "Love For Sale" e de 2006 o single "Photograph". Para terminar, um dos seus hits mais conhecido em Portugal, "Everlasting Love".

A madrinha deste festival, Ana Moura, foi uma brisa de mar e trouxe um registo diferente e igualmente aprazível ao Cabedelo. Com a música que escreveu para Miguel Araújo, a mesma cantada por este na noite anterior, "E Tu Gostavas de Mim", assim começou a fadista, o seu brilhante espetáculo.

No repertório da cantora esteve também "Leva-me aos Fados" e "Desfado" como não podia deixar de ser. Com um instrumental bem ritmado, ainda houve tempo para um passinho de samba e sons quentes, que contrastavam com os frios timbres de fado.

Do palco secundário para o principal, uma promoção merecida, The Black Mamba demonstraram o porquê de abrirem a última noite do festival, no palco principal, com o seu estilo proveniente de um universo do blues, soul e funk.

Arrancando com um delicioso concerto e com o areal a ganhar forma, apresentaram o seu luxuoso repertório, com canções como "Wonder Why", "I’ll Meet you There" e "It Ain’t You". Pedro Tatanka irreverente, não esqueceu o seu chapéu por terras alheias e ainda fez um brilharete na guitarra.

O sol ainda aquecia o recinto quando Like Us subiram ao palco secundário, trazendo consigo "Assim Não Consigo Viver", pelos quatro jovens em ascensão. Seguiu-se Deau e a sua legião de fãs, que pareciam ter todas as suas canções na ponta da língua.

Fotos: António Teixeira
Texto: Magda Santos
Vídeo: Ana Vieira


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