GNR ao vivo no Coliseu do Porto [fotos + texto]


GNR ao vivo no Coliseu do Porto [fotos + texto]

A Caixa Negra foi aberta no Coliseu do Porto, e com ela a confirmação do bom estado de saúde de Rui Reininho, clinicamente e musicalmente.

Foi sem grandes cerimónias e ao som de "Caixa Negra", música que dá nome ao álbum e ao concerto nos Coliseus, que os GNR começaram o seu espetáculo de apresentação do seu novo álbum de originais.

Sem tempo a perder, a banda com origem no Porto e 34 anos de carreira, levou o seu espetáculo em diante com "Triste Titan" do mais recente disco do grupo, e "Telefone Pecca", uma lembrança de 1992, nas quais Rui Reininho deu um passinho de dança, perante um impressionante jogo de luzes de tom vermelho sangue.

Diretamente dos anos 80 e 90, "Efectivamente" e "Homens Temporariamente Sós" foram uma agradável viagem no tempo, aos êxitos de outrora, que relembraram o motivo pelo qual o Coliseu do Porto estava ao rubro.

Helton foi o primeiro convidado especial da noite e mostrou os seus dotes vocais em "Quero Que Vá Tudo Para o Inferno", fincando, assim, o seu nome no mundo da música e demonstrando que não é só bom "entre os postes".

A partir daqui, os convidados surgiram em catadupa, com Rita Redshoes, Tim e Los Cavakitos a fazerem parte do programa de luxo, desta noite de outubro.

"Dançar Sós2, saída diretamente de Caixa Negra para o palco portuense,  é uma emblemática canção, que se tornou mais especial com o slow entre Reininho e Rita.

Tim, visivelmente satisfeito por fazer parte do elenco do espetáculo, cantou "Quando Eu Morrer” e "Bellevue", e Los Cavakitos, vestidos a preceito e de trompete em riste, tocaram ritmos mexicanos em "Macabro", "Nova Gente" e "Sangue Oculto".

"Ana Lee" e "Dunas" foram as músicas mais pedidas ao longo da noite, que serviram de mote ao encerramento do concerto e nas quais as melodiosas vozes do grupo se uniram à plateia em uníssono.

Fotos: António Teixeira
Texto: Magda Santos


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