Crystal Castles @ Hard Club


Os Crystal Castles, regressaram ontem ao Porto para mais um concerto. Num Hard Club bem composto, mas longe de estar cheio, os canadianos subiram ao palco já passava algum tempo da hora marcada.

22:20, finalmente, um sinal de luz, o silêncio, a escuridão opaca, os gritos do público. No palco Ethan Kath que se move por trás das suas máquinas (synths/samplers), um baterista furioso atrás da sua bateria e finalmente, Alice Glass, pega o microfone. Seguem-se disparos de luz que podem "cegar" os mais desatentos, e uma ensurdecedora entrada com "Plague", do álbum que há de chegar lá para novembro, em que os vocais são incompreensíveis gritos de Alice. Logo após os primeiros momentos, a euforia toma conta do público, e os corpos movem-se das formas mais estranhas ao som do duo.

Em apresentação esteve o terceiro álbum de originais da dupla, que se chama simplesmente "III", e responsável pelos singles "Sad Eyes" e "Wrath of God".  No entanto os temas mais antigos não foram esquecidos e foram sempre muito aplaudidos e itensamente dançados pelo público presente, e é caso para dizer que temas como "Baptism", "Suffocation" ou "Crimewave", tornaram a sala 1 do Hard Club numa verdadeira pista de dança.

As atuações de Crystal Castles são conhecidas pela imprevisibilidade, euforia e irreverência do duo canadiano. Foram diversas as vezes em que Alice Glass veio até ao meio do público na sua pose tão selvagem e desajeitada, como robotizada, interpretar alguns temas. Se assim não fosse muitos não a veriam, porque nem sempre é fácil vê-la em palco, quase sempre diluída entre fumo intenso e strobes impróprios para epiléticos. Mas quando a vemos, sabemos que Alice é uma figura de liberdade em palco, vibrando ao som das suas músicas e fazendo o seu público vibrar com ela.

Iguais a si próprios, os Crystal Castles deixaram o público ao rubro e a ansiar por mais.

Foto: Jason Williamson (Lovebox 2012)
Texto: Ana Isabel Soares


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