Cage The Elephant no NOS Alive: o rock com bicho-carpinteiro


Cage The Elephant no NOS Alive: o rock com bicho-carpinteiro

Os Cage The Elephant encheram e fizeram, mais uma vez, transbordar o Palco Heineken para uma grande festa de rock'n'roll. Não querendo saber do último terço do concerto no palco principal, os fãs acorreram à tenda para fazer a festa.

A banda do Kentucky, que atualmente está radicada em Londres, beneficia de ter Matthew Shultz, um vocalista frenético, de voz anasalada, que não pára em palco e que, mesmo nas canções mesmo intensas parece sofrer de ataques epiléticos, tal a maneira como abana a cabeça e o corpo sem parar.

Com um rock sempre em aceleração, que nasceu com influências dos clássicos, passou pelos alternativos Pixies e Nirvana e que teve já Dan Auerbach dos Black Keys a produzir o último álbum, os Cage the Elephant já conseguem apresentar o seu som mais distinto.

Baseando-se nos seus dois últimos álbuns Melophobia de 2013 e Tell Me I’m Pretty de 2015, abrem com "Cry Baby" a apelar já ao cantar dos refrões, fazem um regresso ao início de carreira com o hino "Ain’t No Rest for the Wicked", "Back Against the Wall" ou o pixiano "Shake Me Down".

Do mais recente álbum tocam "Cold Cold Cold", o single "Mess Around", "Too Late to Say Goodbye" e "Trouble". Mas é do álbum anterior, que os levou ao estrelato, que chegam, já no final, as mais festejadas "Come a Little Closer" e a apunkalhada "Teeth" com Schulz já sem camisa, a fazer lembrar um jovem Mick Jagger. Do mesmo álbum, todo o público cantou o slow "Cigarette Daydreams" e "It’s Just Forever" marca a incursão no psycobilly rock. Destaca-se ainda a cover de Wreckless Eric, "(I'd Go The) Whole Wide World" a fazer lembrar o surf rock dos Beach Boys.

Foi mais um triunfo dos Cage the Elephant, de Matthew Schulz e do Palco Heineken que continua a proporcionar os maiores momentos de comunhão mais intima entre bandas e público.

Equipa Noite e Música Magazine no NOS Alive
Fotografia: António Teixeira
Textos e Social Feed: Miguel Lopes e Daniela Fonseca
Edição: Nelson Tiago


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