Blossoms no NOS Alive: nova sensação britânica começou a aquecer o Palco Heineken


Blossoms no NOS Alive: nova sensação britânica começou a aquecer o Palco Heineken

Os britânicos Blossoms, aqueceram um fim de tarde num Palco Heineken já bem composto. Depois dos já mais "veteranos" Alt-J no Palco NOS, a banda de Stockport, Manchester veio ao Alive mostrar porque são a nova coqueluche da música britânica.

Com apenas um álbum na carreira (o homónimo Blossoms), mostraram melodias indie pop agradáveis mas ainda com pouca garra para entusiasmar um público mais numeroso. Claramente influenciados pela britpop dos conterrâneos Oasis e Stone Roses, foi apenas a fechar com o seu single de maior sucesso, a dançável "Charlemagne", que conseguiram justificar o hype trazido.

O estilo 70s geek (mais próxima de uns Primal Scream), contrastava com os sintetizadores indie e a voz de Tom Ogden (a balançar entre um Liam Gallagher e um Alex Turner).

O quinteto de Manchester tocou cerca de 13 músicas, maioritariamente do seu único álbum (versão extendida), destacando-se a muita aplaudida "Blow", a mais "Cut Me and I’ll Bleed" e a ondulante "Deep Grass".

Por entre interlúdios com os ABBA (no final de "Texi"), dedicatórias a corações quebrados da audiência ("My Favourite Room") e músicas mais dançáveis e poderosas, ficou a sensação de que os Blossoms ainda precisam de crescer para passar de sensação do momento a referência.

Equipa Noite e Música Magazine no NOS Alive
Fotografia: António Teixeira
Textos e Social Feed: Miguel Lopes e Daniela Fonseca
Edição: Nelson Tiago


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