Jorge Lopes em entrevista: "Queremos sempre oferecer grandes nomes da música ao Norte"


Jorge Lopes em entrevista: "Queremos sempre oferecer grandes nomes da música ao Norte"

A poucos dias do arranque da 13ª edição do MEO Marés Vivas, estivemos à conversa com Jorge Lopes. O diretor do festival falou-nos da importância de manter a essência do projeto e garantiu surpresas e melhorias nesta edição.

Noite e Música: O MEO Marés Vivas volta este ano para a 13ª edição do festival, e mais uma vez com um cartaz diversificado e apelativo. Qual é o critério para escolher os artistas que passam por estes palcos?
Jorge Lopes: Ora bem, são vários critérios: um deles é a ideologia que nós criamos desde o início para este evento, nós buscamos aquilo que gostaríamos de ter e depois procuramos aquilo que está disponível no mercado. Temos sorte porque o nosso fim-de-semana é sempre numa altura de final de tournés europeias e também temos sorte por quase sempre conseguirmos os artistas que queremos; Há também a questão de estilo, ou seja, o festival tem sempre esta vontade de ter, quer um grande nome e dinossauro da música, como é o caso do Elton John e depois coisas novas como é o caso do James Bay, os Kodaline, o Dengaz, o Jimmy P, ou como o Foy Vance que é um artista não tão conhecido mas que vai, de certeza, ser um sucesso daqui a pouco tempo.

NM: E clássicos como Rui Veloso..
JL: Sim, os grandes clássicos! Rui Veloso que é um histórico Português, o James que é uma banda que o público do MEO Marés Vivas tem um carinho enorme, é das bandas que mais adesão teve. Temos muita música!

NM: Durante estas 13 edições o Marés tem-se renovado mas mantido o seu público. Com que novidades podemos contar este ano? Em termos de espaço por exemplo.
JL: Em termos de espaço nós procuramos sempre melhorar as condições para as pessoas. Este ano vamos ter algumas melhorias a nível de casas de banho, de restauração e até mesmo de condições de recinto, vamos ter isto muito mais aprazível para que as pessoas se possam sentir mais confortáveis. No fundo o festival é isto, é música mas também ambientes onde as pessoas possam desfrutar durante a tarde. Vamos ter bastantes animações e surpresas que estão a ser preparadas quer pelos parceiros, quer por nós.

NM: Com tantos festivais de verão por todo o país, em que é que o MEO Marés Vivas se diferencia?
JL: O MEO Marés Vivas tem uma coisa que mais ninguém tem, está na margem do Rio Douro. É único! Depois é um festival que oferece um nível de artistas que a norte do país não existe. Em mais nenhum festival do norte conseguimos ver nomes como Elton John, Lenny Kravitz e Jonh Legend no ano passado. São artistas que geralmente tocam em festivais como o Rock in Rio e cá a cima raramente vêm, até pela dificuldade de termos salas disponíveis para isso. O MEO Marés Vivas serve também para uniformizarmos um bocadinho o país, queremos sempre oferecer grandes nomes da música ao Norte.

NM: Até porque o Norte merece!
JL: Claro que merece! Até merece mais não é? (risos)

NM: Além da música, o MEO Marés Vivas traz também um palco de comédia. Em que é que o Palco Caixa enriquece o festival?
JL: O ano passado trouxemos este palco a título experimental com a entrada da Caixa como patrocinador e foi um sucesso enorme! Enriquece porque há muitos tempos de intervalo entre bandas, porque há muita gente que vem para uma ou outra banda e quer ter outros tipos de animação e de entretenimento, o Palco Caixa é exatamente isso. Vamos ter grandes momentos de comédias com os melhores nomes desse campo!

NM: Qual será o futuro do MEO Marés Vivas? Será esta a última edição no Cabedelo?
JL: Não sei, vamos ver! Vamos acabar esta e depois vamos pensar nisso.

NM: Quais são as expetativas para este ano? Como está a venda de bilhetes?
JL: Muito altas! Vamos bater mais records, a bancada Caixa que fizemos o ano passado e voltamos a ter este ano já está esgotada, e os bilhetes também estão praticamente esgotados! Agora é só mesmo preparar a máquina de forma a receber as pessoas da melhor maneira.

NM: Como foram as vendas fora de Portugal?
JL: Cada vez aumentamos mais, este ano ainda não temos os dados finais, iremos apresenta-los no festival, mas temos noção que cada vez mais, sobretudo em Espanha, o festival tem mais adesão. Até pela oferta turística de toda a região!

NM: Tem muito que ver com a visibilidade que vocês fazem por ter lá fora, certo? É um investimento.
JL: Sim, é mesmo um investimento e acreditamos que este ano vamos aumentar!

NM: A Noite e Música Magazine associa-se pela primeira vez ao MEO Marés Vivas como media partner. Acha que esta parceria pode trazer vantagem?
JL: Claro que sim, a Noite e Música Magazine é sem dúvida um meio muito interessante que tem vindo a crescer e que também com esta parceria nós podemos ajudar a que cresça mais. E ajudam-nos a nós a divulgar o festival. Ganhamos todos!

Entrevista: Daniela Fonseca


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