Diogo Piçarra no MEO Marés Vivas: "Estar neste palco é o cumprir de um objetivo"


Diogo Piçarra no MEO Marés Vivas: "Estar neste palco é o cumprir de um objetivo"

Antes da sua estreia no maior palco do MEO Marés Vivas, estivemos à conversa com Diogo Piçarra. O artista falou-nos do seu novo disco, dos seus projetos futuros e também da importância deste concerto na sua vida.

Não é a primeira vez que estás neste palco mas é a primeira que aqui estás para apresentar o teu espetáculo. Como é que vai ser pisar este palco esta noite?

Estar neste palco é o cumprir de um objetivo. Desde o ano passado, quando vim cantar com o Jimmy P, que fiquei com o bichinho. Adorei o palco, o público, o sítio, o por-do-sol e, realmente, parece que foi quase de propósito vir aqui um ano depois com o meu novo disco atuar mais ou menos à mesma hora. O tempo está incrível, as pessoas já estão ali nas primeiras filas à espera e por isso acho que vai ser um concerto memorável. É muito bom vir em nome próprio apresentar o meu novo trabalho aqui em Gaia e no norte, que é onde eu me sinto muitas vezes em casa e onde sou sempre muito bem recebido.

Lançaste o teu segundo álbum Do=s em março deste ano. Como é que o apresentarias? O que é que ele significa?

Eu diria que é o meu disco mais coerente e realmente resume o meu último ano e meio de relação amorosa com a minha namorada. O disco é quase todo dedicado a ela, tanto nos bons momentos como nos maus momentos. Muitas músicas não são biográficas, são um bocadinho mais platónicas. É um disco que resume uma relação a dois no qual cada música representa um fase diferente de uma vida em conjunto, é por isso que o próprio disco se chama "Dois". Eu estou muito orgulhoso deste trabalho e soube há pouco que passou a disco de ouro quando ainda só passaram 4 meses. Estou muito feliz porque são ótimas notícias.

Sentes que existe algum momento de viragem em que a tua música começou a atingir um maior número de pessoas?

Houve dois momentos, sem dúvida. Houve o momento da "Tu e Eu" no qual eu me recordo plenamente de ouvir pela primeira vez na rádio e sentir que tinha deixado de ser um vencedor de um concurso e finamente estava a fazer algo como compositor, como artista e não apenas como intérprete de covers no Youtube, que era o que eu fazia antes. O outro momento também muito importante foi com o lançamento da "Dialeto" na qual eu senti uma grande adesão e uma grande diferença em termos de público. Muitas pessoas que não tinham gostado do meu primeiro disco estavam a gostar da nova sonoridade e esse foi o ponto de partida para o segundo disco. Percebi que as pessoas receberam muito bem o tema e, então, o disco 2 foi feito também com base nessa música, exatamente por perceber o ponto de viragem.

Qual é a maior diferença entre o Diogo Piçarra de Espelho em 2015 e o Diogo de agora?

Acima de tudo é uma diferença de influências e também de experiência, principalmente de palco. Durante um ano e meio fui percebendo o que faltava mais no concerto, como, por exemplo, tornar as musicas mais mexidas! Nesse sentido pensei que este segundo disco teria de ser mais ritmado para depois não ter que andar a fazer ginástica nos temas. Este disco veio complementar mais o meu espetáculo. Depois há também diferença em termos de reconhecimento. Tenho conhecido, na estrada, pessoas que eu admiro muito e que aceitaram logo o meu convite para fazerem parte deste disco. De um disco para o outro senti uma grande diferença nesse reconhecimento das pessoas que trabalharam comigo.

Para terminar, quais são os teus projetos para os próximos tempos?

Achei que me ias pedir para cantar (risos). Pedem-me sempre para cantar no fim das entrevistas! Bem, não sei até que ponto posso revelar mas estou a preparar algo com duas artistas brasileiras, as Anavitória. Estamos a trabalhar numa versão diferente de uma música que já existe e onde eu canto a parte masculina em português de Portugal. Estou também a preparar os Coliseus que vão ser dia 27 de outubro no Porto e 3 de novembro em Lisboa. Tenho alguns singles já preparados que deverei lançar antes dos Coliseus mas ainda está tudo um bocadinho no segredo dos deuses porque é tudo muito recente. Para já, é este projeto com as brasileiras e no futuro quem sabe uma tour no Brasil, mas é ainda muito cedo para pensar nisso. Há também atuações por marcar fora de Portugal: deverão surgiu concertos em Macau, no Luxemburgo e na Suíça. Por tudo isto, este ano está e vai ser um ano em grande!

Recorda aqui o concerto David Piçarra no MEO Marés Vivas.

Entrevista por Daniela Fonseca.

Equipa Noite e Música Magazine no MEO Marés Vivas
Fotografia: António Teixeira
Textos e Social Feed: Daniela Fonseca e Rita Pereira
Edição: Nelson Tiago


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