Alphaville em entrevista: "Portugal sempre foi uma experiência incrível"


Alphaville em entrevista: "Portugal sempre foi uma experiência incrível"

Os Alphaville estão de regresso a Portugal em menos de uma semana para dois concertos. A Noite e Música Magazine falou com o vocalista Marian Gold sobre a história destes 30 anos de carreira da banda alemã e as expectativas de voltar a atuar em solo português. O primeiro concerto acontece em Lisboa a 16 de novembro, no Campo Pequeno, e dia 18 de novembro, sobem ao palco do Coliseu do Porto.

É lógico começar do início. Como é que os Alphaville se formaram?

Os Alphaville formaram-se em 1982. Inicialmente como Chinchilla Green, depois com o nome de Forever Young e finalmente chegamos aos Alphaville.

É difícil para uma banda alemã fazer parte do cenário da música internacional?

Diria que é, acima de tudo, muito divertido.

Qual foi o maior problema que vocês tiverem que enfrentar desde que formaram a banda?

As camisolas norueguesas que usávamos em palco quando começamos a atuar. Aquelas roupas davam imensa "comichão" principalmente debaixo das luzes dos palcos!

Como é que define a vossa música numa palavra?

Diria que a nossa música é intemporal.

Existe algum ponto de viragem na vossa carreira? Um momento em que perceberam que as pessoas reconheciam a vossa música?

No meu caso foi quando o cozinheiro do restaurante onde eu trabalhava me mandou embora da cozinha. Eu ainda estava a trabalhar lá umas semanas depois de lançarmos o nosso primeiro single e ele disse: "Eles passaram a tua música na rádio seis vezes esta manhã! Vai-te embora, tu agora pertences a outro lugar!".

Vocês trabalham no mundo da música há mais de 30 anos. O que é que mudou nos Alphaville de 1982 para os de 2017?

Nós não podíamos tocar realmente quando começamos. Dependíamos de máquinas como sequenciadores, máquinas de ritmo, loops de fita e outros. Tudo o que nós tínhamos era a música que tocávamos nas nossas cabeças e o sonho de, um dia, passar aquilo para a realidade. Mais nada mudou. Mas agora podemos tocar!

Os concertos em Portugal estão a chegar. Qual é a expectativa de voltar depois de sete anos?

Nós adoramos voltar. Portugal sempre foi uma experiência incrível, não só em palco mas também como o país que é. As pessoas, a cultura, a cozinha, o vinho e as cidades com paisagens fenomenais. Este ano, não só vamos estar em Lisboa como também vamos atuar no Porto, onde nunca estivemos antes! Estamos todos ansiosos por voltar e deitar a casa abaixo! Quem não for vai arrepender-se por ter perdido estes momentos!

Entrevista: Daniela Fonseca


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