Star Wars: O Despertar da Força (análise sem spoilers)


Star Wars: O Despertar da Força (análise sem spoilers)

A espera finalmente acabou, o filme mais aguardado do ano que move uma leal e apaixonada legião de fãs chegou esta quinta-feira às salas de cinema nacionais.

J. J. Abrams tinha sob ele a pressão imensa de ressuscitar o blockbuster mais icónico de sempre e voltar a apaixonar os fãs de Star Wars depois do insucesso de uma trilogia que desapontou os apaixonados pela original. Não só J. J. conseguiu fazer isso como certamente conseguirá “recrutar” novos fãs que têm com O Despertar da Força o primeiro contato com este mundo tão rico e complexo.

Mas não só do realizador depende o sucesso de um filme… é verdadeiramente emocionante ver o cast original de volta a interpretar os seus papeis icónicos. Ver outra vez Han Solo e Leia juntos é nostálgico. Não só é nostálgico para nós, público, como se nota claramente no filme que foi nostálgico para Harrison Ford e Carrie Fisher esse reencontro.

Um fã assumido da saga vai agradecer de joelhos o quão parecido com a trilogia original este filme está. A homenagem é feita através de várias formas: Através da forma que a história se vai desenrolando; através do uso moderado de CGI (ver as personagens alienígenas e notar que são atores com fatos que lhes dão vida, é uma experiência muito 1977); e, também através das personagens novas que passam automaticamente a estatuto de icónicas dada a sua soberba construção. Kylo Ren (Adam Driver) é o Yin e Rey (Daisy Ridley) e Finn (John Boyega) o Yang que, quando juntos, fazem do episódio VII um filme equilibrado e apaixonante. Há muito que a indústria não via personagens assim, tão capazes de se apoderarem de uma cena e torna-la icónica (e há algumas candidatas a isso neste filme).

O filme, obviamente, não é perfeito… há muita coisa que fica por explicar, muitas personagens que podiam ser mais desenvolvidas e não o são e algumas coisas que talvez não devessem ter sido feitas… Mas ainda faltam dois episódios para colmatar estas falhas e agora as expetativas estão mais altas ainda.

Sente-se que a força realmente desperta neste filme, assim como uma nova esperança.

Henrique Caria


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